segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Receitas dos Chefs indicados ao Dólmã 2016 em Manaus - AM




Indicados ao Dólmã 2016 - Amazonas


Esse mês de Dezembro aconteceu a final do Enchefs Amazonas para indicação ao Dólmã 2016 que em caráter especial selecionou os três chefs indicados.

"O Concurso ENCHEFS AM foi divido em três etapas: seleção dos currículos enviados, semifinal e final com apresentações ao vivo de pratos para uma comissão julgadora. Após a realização das três etapas, foram selecionados na etapa final para representarem o estado do Amazonas no Prêmio Nacional DÓLMÃ 2016 os Chefs Ana Cristina Galotta, Ana Cláudia Silva e Diogo Luiz Esteves".

Receitas dos chefs:

Ana Cristina Galotta

Receita:  Pirarucu à casaca 



Ingredientes:

300g de farinha Ovinha
200ml de leite de coco 
300g Pirarucu Salgado 
1 cebola
Pimenta dedo de moça
Pimenta de cheiro
Ameixa
Banana da terra 
Ervilha
Tomate
Sal
Pimenta do Reino
Manteiga 
Azeite
Ovo

Modo de preparo

Em uma frigideira torre a farinha Ovinha com cebola e manteiga, acrescente o leite de coco e deixe hidratando por pelo menos 15minutos.
Em uma panela coloque água para ferver para dessalgar o Pirarucu. Trocar está água pelo menos três vezes.
Em uma frigideira grande refogue a cebola, em seguida acrescente o resto do ingredientes. Exceto o ovo e a banana da terra.

Pegue uma banana madura e uma verde. A madura iremos fritar e acrescentar junto com os demais ingredientes, com a verde iremos fazer o ninho de chips de banana da terra. 

Finalize o preparo do pirarucu a casaca acrescentando a farinha hidratada.

Decore o prato.

Chef Ana Cláudia Silva

Receita: Meu quintal (filé de aruanã em molho de leite de castanha da Amazônia, saladinha de cará ao bacuri e farinha em três tempos)



Ingredientes

3 Aruanã (filé)
100 g Pirarucu seco (lombo)
100 g Farinha de tapioca
100 g Farinha Uarini
Queijo de coalho ralado
200 ml Leite integral
50 g Manteiga
01 Banana pacovã (cubos pequenos)
150 g Castanha da Amazônia crua
200 g Cará (cubos pequenos)
200 g Feijão verde
01 Tomate (cubos pequenos)
01 Bacuri
01 Cebola (cubos pequenos)
01 dente de Alho (brunoise)
01 maço de Coentro
01 maço de Cebolinha
03 Pimenta cheirosa (brunoise)
Pimenta baniwa a gosto
Pimenta branca a gosto
Sal a gosto
Azeite de oliva (Quanto baste)
Água quente (Quanto baste)

Modo de preparo

Dessalgue o pirarucu seco. Leve para assar com um fio de azeite, em forno aquecido a 250ºC, até ficar crocante.
Cozinhe o feijão verde em água, sal e uma folha de louro.
Corte todos os vegetais conforme indicado acima.
Coloque a castanha em um liquidificador e bata com a água, talo de coentro, chicória e uma pimenta cheirosa. Coe o leite de castanha. Reserve. Em um pilão, faça uma farofa com o pirarucu seco assado, o sumo da castanha coado, coentro. Ajuste o sal.
Com o cará, a cebola e o tomate faça um confit, com azeite aquecido a 45ºC. Reserve.
Extraia a polpa do bacuri e faça uma emulsão com o azeite do confit coado, sal e pimenta baniwa.  Adicione aos vegetais confitados. Reserve.
Frite a banana, em um pouco de manteiga com azeite, junte o alho, refogue e acrescente a farinha de Uarini. Ajuste o sal.
Aqueça o leite integral com a farinha de tapioca. Junte o queijo coalho. Finalize com manteiga. Ajuste o sal
Tempere o aruanã com sal e pimenta branca. Grelhe em azeite.

 Chef Diogo Luiz Esteves




Receita: Pirarucu ao molho de limão siciliano com talharim ao alho e óleo, tomate cereja e manjericão

 Ingredientes

Filé de pirarucu 150 gr
Alho 2 dentes
Limão Siciliano 2 unidades
Creme de leite fresco 100 ml
Farinha de trigo 25 gr
Manteiga 25 gr
Sal / Pimenta do reino
Massa fresca (100 gr de trigo + 1 ovo)
Tomate cereja  8 unids
Manjericão

 Modo de preparo

Temperar o peixe com sal, pimenta do reino e um pouco de limão e reserve MOLHO - Refogar 1 dente de alho na manteiga - Acrescentar o trigo e cozinha por 1 minuto, fazendo um ROUX - Adicionar o creme de leite fresco e em seguida o suco de limão e cozinhar até o molho engrossar um pouco - Adicionar sal e pimenta do reino MASSA - Coloque a farinha de trigo sobre uma bancada ou uma tigela grande, fazendo um buraco no meio onde será adicionado o ovo. - Misture aos poucos até formar uma massa homogênea e deixe descansar enrolada em um plástico - Abra a massa com um rolo ou um cilindro e corte em tiras de 0,5 cm de espessura - Ferver a água em uma panela grande e cozinhar a massa por pouco tempo até ficar al dente - Em uma frigideira refogar um dente de alho na manteiga - Juntar o tomate cereja cortado ao meio e em seguida a massa já cozida e escoada. - Refogar a massa, adicionar folhas de manjericão e misturar MONTAGEM - Grelhar o Pirarucu na manteiga. - Dispor o Talharim enrolado sobre o prato - Colocar o Pirarucu sobre a massa - E despejar o molho por cima.




terça-feira, 22 de dezembro de 2015

VISITA GASTRONÔMICA NA ALDEIA INDÍGENA WASSU COCAU – JOAQUIM GOMES (AL)

Povo Wassu Cocal - fonte: youtube

Na pesquisa gastronômica sob a orientação da professora Kelly, a bibliotecária gastronômica Ingrid Abs e culinarista Manoel Ângelo tiveram pesquisando in loco sobre os hábitos daquela comunidade, algumas informações foram colhidas sobre a alimentação e as ervas cultivadas pela comunidade indígena. Também visitamos a casa de farinha que fica situada no próprio local.


Palestrantes liga: Dalton, Carlos, Thais
Pesquisadores gastronômicos: Ingrid e Manoel

 Café da manhã

Macaxeira, quarenta, beiju.

  Almoço

Capivara, Tatu com banana verde, macaxeira com língua de boi, Jaca verde cozinhada com galinha de capoeira e Relado de pimenta com coentão (molho que serve de acompanhamento).

   Peixes na linguagem indígena

Carito, Chira, Acari e Jundiá.

  Frutas cultivadas na região

Seriguela, Jaca, banana, caju, Ingá, manda, mamão, pitanga, pitomba, Araçá e brinco de viúva.

Ervas

Capim santo, Erva cidrera, Anador, Manjericão, Coentão, Terramicina, Pião roxo, Pratudo, Hortelã miúda, Hortelã grossa, hortelã de santa bárbara e erva doce.

As informações foram relatadas pela moradora do local – Sirlaine.

Fotos comunidade indígena Wassu Cocal - AL



Algumas ervas

"Cultura viva e pulsante, mas que precisa ser estudada e registrada para que a memória dos nossos primeiros habitantes não seja perdida". Bibliotecária gastronômica Ingrid Abs.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

OVOS E SUAS TÉCNICAS

Ovos e suas variedades

Um dos ingredientes fundamentais da maioria das culinárias do mundo, e não costuma chamar a atenção de tão básico que é. Os ovos mais consumidos do mundo são os de galinha, por isso, quando uma receita pede "ovo", conclui-se que seja de galinha. Há bastante tempo, ovos de aves representam um alimento importante em muitas culturas. Trata-se de ingrediente versátil, de sabor suave, usado em bolos e pães massas em geral e molhos, além de receitas nas quais é a matéria-prima principal, como omeletes.

Compra: É melhor optar entre orgânicos e caipiras, verificando a data de validade e o estado geral da casca, que não pode estar trincada.

Conservação: Devem ficar em local fresco e seco, idealmente na geladeira, e ser consumidos bem antes de expirar a validade. Deixem retornarem à temperatura ambiente antes de usar.

Receita - Dica do livro





Fonte: O Grande Livro dos Ingredientes - Publifolha.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Um pouco sobre o livro: COMIDA, MULHERES E MEMÓRIAS - TERÉNA







O livro foi escrito em prol da memória culinária de mulheres Térena registrando algumas receitas do dia a dia da cozinha Térena. O livro foi constituído a partir do Projeto de Pesquisa "Semeando e colhendo saberes Teréna", desenvolvido pelo grupo de estudos e pesquisas em Populações Indígenas, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, na terra indígena Buriti. O livro reúne receita de 15 mulheres indígenas residentes nas Aldeias Buriti, Água Azul, Barreirinho e Lagoinha.

O resgate das memórias culinárias foram contadas pelas mulheres idosas da Terra Buriti, representando um fonte onde o passado é guardado como um tesouro do grupo. No trabalho realizado pelas autoras Dulce Lopes Barboza Ribas, Lilian Yatiyo Nakagawa, Magda Moraes e Patrícia Helney puderam ver o cozimento em lindo fogões à lenha. Tábuas, colheres de pau, pilão, apás, cabaças, cuités, cestos de palhas e ralos preparados pelos maridos e filhos e vários outros utensílios que fazem parte da história indígenas.







Vale salientar a importância de resgate cultural culinária, pois, é a partir desses registros que poderemos conhecer nossa história do passado, presente e futuro. 

Nesse trecho relata cientificamente o pequeno relato acima:



"Um alimento pode evocar a memória e despertar lembranças de um momento outrora vivido. Este conhecimento, se não registrado, pode se perder, com isso gerações futuras não terão oportunidade de conhecer este passado. É importante a preservação deste saber fazer, a manutenção e transmissão continuada do conhecimento adquirido pelos povos, pois assim fortalece a identidade, a cultura e as práticas de seu patrimônio cultural material e imaterial (GIUSTINA; SELAU, 2009, p.49).






sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Sabores do Brasil em Maceió em um único momento


Ontem (05 Nov) aconteceu a Feira Gastronômica Paladares do Brasil em Maceió na Faculdade Maurício de Nassau realizada pelos alunos do 2 período de gastronomia sob a orientação do professor Aaron. A fusão de sabores, textura e aromas entre Alagoas, Pernambuco, Manaus, Bahia estiveram presentes no evento. 

Grandes chefs da cozinha brasileira resgataram na sua unicidade sabores regionais como Simone Bert (ceviche), Leão Chef (Pirarucu a casaca), Rivandro França (utilizou ingredientes do mercado da produção), Rosa Gonçalves (Moqueca de peixe e Moqueca de banana) e tantas outras palestras e oficinas.

A cultura na sua diversidade gastronômica está ligada a tradições passadas, no presente e no futuro, então é necessário haver registros para que a memória de um povo não seja perdida. Tem me chamado a atenção a fala do Rivandro França que temos que valorizar o que é da terra, conhecer os ingredientes locais para que em nenhum momento sejamos pegos de surpresa em outros estados e países. 

Então, o evento de ontem teve uma contribuição significativa não só no ato de fazer pratos mas sim gerar discussões acerca do contexto cultural e histórico.

Como bibliotecária pesquisadora tenho percebido um grande movimento na área de resgate, valores, história e cultura na área alimentar mas é necessário registrar cientificamente em forma de livros, artigos e tantos outros suportes. Pois, o futuro é bem próximo e que todos temos o direito de ter acesso memória de um povo, lugar ou país.

Gostaria de parabenizar a todos os envolvidos no evento.

Deixo minha mensagem retirada do meu TCC:


"É importante que se tenha consciência que a cultura de uma comunidade, país e lugar passa por diversas ações, pois a cultura não se limita a manifestações folclóricas. O Brasil é rico em cultura, trazendo na formação de seu povo relações entre o índio, o habitante original de terras brasileiras; nossos colonizadores, principalmente os Portugueses, Espanhóis e Holandeses (na região nordeste) e; os negros, que formam hoje praticamente a base da formação do povo, pois ao longo da evolução da nação brasileira foi a que mais se miscigenou".














Espero que gostem!!!!!!!!!







sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Saladas Quentes Crocantes



Você pode deitar e rolar com toda sua criatividade. Se praticamente todos os vegetais podem ser comidos crus, melhor ainda crocantes, passados rapidinho pela frigideira com pouquinho de azeite e alho. Isso limpa, aquece para facilitar a digestão, poupa calor interno e ao mesmo tempo preserva as enzimas que se perdem no cozimento. Enzimas são vida. É mais fácil manter a saúde se 1/3 do prato for de vegetais crocantes. 

Segue algumas combinações para experimentar:

Cenoura, rabanete, pepino, yakon

Cenoura, chicória, pepino

Alface, beterraba, salsinha

Couve-chinesa, cenoura, rabanete

Repolho, cebola, cenoura, mel, limão

Agrião, maçã, beterraba

Cenoura, nabo, chuchu, cebolinha

Cenoura, coco ralado (fresco), hortelã, limão

Abobrinha, rabanete, azeitona, coentro

Abóbora, alface, manjericão...


Nabo / Fonte: benefícios naturais

Rabanete / Fonte: Embrapa


Yakon / Fonte: Olx


Corte em tiras, palitos ou fatias finas. Pode misturar qualquer tipo de folha e folhinhas aromáticas como manjericão, salsa, coentro, cebolinha. Experimente juntar, coco, amendoim, outras sementes e castanhas, brotos.

Para salada crua, uma ralador é muito útil por que faz as coisas mais duras ficarem fáceis de mastigar. Mergulhar vegetais picados em água com limão ajuda a conservar a cor. Temperar com azeite, limão, sal e pimenta.

Novamente, moderar o sal; não abusar do azeite e pimenta; se quiser vinagre, existem os naturais de maçã, de arroz e de vinho. Mas o limão substitui numa boa.


Fonte: BOCA FELIZ
Autora: Sonia Hirsch






segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Cultura Gastronômica Alagoana


Fonte/livro: da autora


Segundo a Editora Abril (2009), a culinária Alagoana é similar a outras culinárias do nordeste principalmente a de Pernambuco, no qual, Alagoas pertencia até o ano de 1917. A gastronomia alagoana é influenciada pelos primeiros povos que habitaram a região, os indígenas e dos seus colonizadores, os portugueses e com eles o negro, pois foi aqueles que tratavam da alimentação dos portugueses, adaptando a cultura europeia a cultura local, miscigenando com a cultura alimentar indígena. Esses primeiros habitantes ensinaram as formas de aproveitamento de cereais, como o milho, e de raízes e tubérculos, principalmente a mandioca no qual faziam a farinha.

A herança alimentar dos índios: estes viviam exclusivamente da caça, pesca e das raízes colhidas. Conhecemos bem que a natureza do índio é preguiçosa, sem o trabalho de plantar aquilo que deseja colher. Daí uma alimentação mais centrada em raízes, e não na produção de hortaliças e outros vegetais da agricultura. Os produtos bases da alimentação indígena eram: mandioca, inhame, milho verde, batata doce, banana da terra, brotos, preparados numa culinária de fogo de chã, ou seja, assados no fogo acesso ao chão (LEONARDO, 2009, p.4).
Segundo Leonardo (2009) a herança alimentar dos portugueses: a base cultural da comida portuguesa é a oliva [...]. Aqui no Brasil, o óleo de oliva foi substituído inicialmente pela gordura animal e depois por outros óleos.

A herança alimentar portuguesa trouxe os requintes da mesa e o manuseio de melhores pratos. A oliva, a gordura, os pastéis, as massas e os doces. Houve criação de variedades de pratos, o frango com quiabo e outros, o doce de leite, os doces em compotas. Sendo a calda para conservar o doce, e o queijo para quebrar um pouco do doce das compotas. A herança portuguesa em nosso hábito alimentar: alto teor de gordura e açúcar. Segundo o mesmo autor Cláudio Bulgarelli (2013) relata que os portugueses impõem o gosto pelo sal quase não utilizado pelos índios e pelos africanos, e ensinaram a salgar a carne para conservá-la.

A herança alimentar dos africanos são as comidas misturadas na mesma panela. Saiu-se do hábito de assar, para o cozinhar os ingredientes. O arroz com alguma coisa junto, o amendoim com outra coisa. O “cozido” junto nas panelas vem da culinária escrava africana. (LEONARDO, 2009, p.4-5). 

Segundo a Editora Abril (2009) os portugueses trouxeram para o nordeste o azeite de oliva, o bacalhau, o vinho e as técnicas de preparos de caldos, ensopados e cozidos. Os africanos trouxeram o coco e a pimenta, mas, a presença marcante desses ingredientes era na Bahia. No agreste são usados o charque, a carne do sol e a carne caprina, feijão, milho e arroz, além da farinha de mandioca e dos derivados do leite.

Segundo a Editora Abril (2009), o que faz a culinária alagoana ser umas da mais variadas é a geografia do seu território, com a presença das lagoas costeiras e de um extenso litoral rico em peixes e frutos do mar.

Entre os peixes que vivem na região costeira do estado são os serigados (badejos), cavalas, arabaianas, ciobas, agulhas, carapebas, olhos de boi e robalos. Os frutos do mar são muito frequentes no cardápio típicos que são os camarões, lagostas, polvos, lulas, ostras, mariscos, siris, maçunins, taiobas, siris de coral, sururu e caranguejos. Nas lagoas e mangues os produtos marcantes das lagoas Mundaú e Manguaba, na região de Maceió e Marechal Deodoro nelas há carapebas, camurins (robalos) e curimãs, além dos camarões (EDITORA ABRIL, 2009, p. 16-24).

Segundo a Editora Abril (2009) nos manguezais habitam os siris, guaiamus, caranguejos e moluscos como a taioba e o maçunim. Na culinária alagoana não existe só o mar, nas cidades do sertão e agreste saem os peixes e entram as carnes de bode, carneiro, porco, galinha e de boi. As receitas clássicas são o baião de dois, buchada de bode, sarapatel, carne de sol na brasa, galinha ao molho pardo, costelinha de carneiro grelhado e arrumadinho. A paçoca sertaneja e bem típica no interior do estado e outro prato que se destaca é o feijão de coco. Nas cidades ribeirinhas pelo Rio São Francisco, o Pitu (camarão de água doce) é a estrela.

Na cultura gastronômica alagoana não podemos deixar de citar o Bar da Ostra com seu prato histórico. O autor Cláudio Bulgarelli (2013) relata que foi no ano que surgia um dos ícones daquela que viria a ser a verdadeira culinária regional. O Bar das Ostras, que nasceu no Vergel do Lago na década de 50, pelas mãos e iniciativa do casal Pedro e Oscarlina.

Fonte: Secult-AL

Foi neste ambiente que nasceu um dos famosos pratos da culinária alagoana, um prato de camarão que ficou no imaginário de várias gerações. A criadora da receita, dona Oscarlina, não dava a receita para ninguém e foi um trunfo que a família do Bar das Ostras guardou a sete chaves. E este prato delicioso que teve a receita mantida em segredo durante quase 60 anos, acabou tornando Patrimônio Imaterial Alagoano como o Camarão do Bar das Outras.

Retirado do Tcc: PATRIMÔNIO CULTURAL IMATERIAL GASTRONÔMICO DA MASSAGUEIRA DO MUNICÍPIO DE MARECHAL DEODORO EM ALAGOAS.

Autoria: Ingrid Lopes Abs - Bibliotecária - CRB 2085/AL.



terça-feira, 15 de setembro de 2015

DICAS SOBRE AZEITES

O azeite é o único dos óleos vegetais em que o suco fresco da azeitona é simplesmente removido da água. Os frutos são prensados e misturados, e a seguir o óleo é separado por centrifugação em partículas vegetais sólidas e água. O método tradicional de fazer azeite, que usa moinhos de pedra e uma prensa hidráulica, ainda é usado em alguns lugares do mundo. O azeite que obedece às complexas exigências legais para obter o status de virgem e extravirgem é engarrafado e é o melhor azeite, tendo sabor excelente e ótimo valor nutricional.


Exemplo de Azeita Extra Virgem Suave




RECEITA CLÁSSICA 

VINAGRETE

Muito conhecido também como molho francês, devido sua pátria original.


Esse poster foi feito a partir do livro -  O grande livro dos ingredientes.

Pesquisa feita pela bibliotecária Ingrid Abs - CRB - 2085





quinta-feira, 27 de agosto de 2015

As escolhas gastronômicas dos consumidores do séc. XXI – Tendências da Gastronomia no Brasil - Por Denise Alves Pereira

Foto: do site do texto
No meio de um bombardeamento de opções, o homem moderno vai estabelecendo suas escolhas gastronômicas de acordo com suas preferências pessoais, modismos, imposições mercadológicas determinadas pelos chefs e grandes indústrias e também, pela busca do prazer.
Os cardápios da atualidade tendem a disponibilizar pratos e produtos que  transmitam uma ideia de customização: foi feito para você! Os consumidores agradecem quando têm suas vontades realizadas ou quando se sentem instigados a experimentar novas experiências.
Em uma marcha contrária à padronização, tem sido muito usada a filosofia do “comfort food”, que nada mais é do que uma comida feita com carinho e que busca remeter a lembranças positivas e à afetividade.
Roberta Sudbrack, chef condecorada com uma estrela do renomado Guia Michellin, define seu cardápio para o RSCasa, um segmento de seu restaurante que entrega a refeição pronta para o consumidor, como ” feito para sua conveniência, seu conforto e seu prazer. Um serviço de encomenda sob medida, entregue em domicílio. Um luxo pela ideia de unir e reunir as pessoas, pela exclusividade que oferece e pela alta referência da marca culinária da Chef Roberta Sudbrack. Poucos itens, séries limitadas, produtos exclusivos. Um cardápio que respeita as estações e será atualizado periodicamente. Queremos proporcionar o reencontro com os gostos desaparecidos. Uma comida simples, tradicional e própria das refeições familiares. Um resgate do tempo para aproveitar a família, os amigos e os amores. RSCasa é a vida em casa em grande estilo, moderno e único.”
A comida étnica, de relegada a segundo plano, passou a ter a preferência dos comensais apoiada no nostálgico e tradicional.
O modismo nas dietas, não é um. São vários. Tem quase um para cada caso, indo de restrições alimentares associadas à doenças até a escravização pelo culto ao corpo. Nesse quesito insumos ganharam notoriedade e outros foram execrados. O ovo de galinha é um bom exemplo desta transformação.
Das dietas a que mais ganhou prestigio quanto aos benefícios para a saúde foi a Mediterrânea, que foi associada à saúde do coração e ao estímulo para perda de peso.
A gourmetização veio para dar um ar de luxo e glamour aos pratos, promovendo definições extravagantes para os mesmos. Pratos simples ganharam status de nobres.
Gerações mais novas foram reconhecidas como clientes potenciais e tiveram os olhares voltados para elas. Esse é um dos casos da geração Y, que tem como característica a busca por uma alimentação saudável. Até as grandes redes de fast food se curvaram perante ela e incluíram em seus produtos escolhas mais benéficas ao organismo.
Os combos passaram a ser uma opção aparentemente mais econômica, mas que no fundo é utilizada para um consumo maior que o desejado, forçando um gasto superior. E muitos comensais se rendem à eles.
Aliar “show” ao vivo à alimentação também seduz o consumidor moderno. Preparar pratos, no centro dos salões dos restaurantes, encanta aos espectadores, que apostam que aquilo seja uma aula. Não tem errada.
A harmonização de pratos e bebidas virou uma febre. Um ajuda ao outro para desencadeamento de sensações agradáveis. E as bebidas artesanais deixaram de ser discriminadas. Agora são chiques.
No livro Comida e Vinho – Harmonização Essencial, José Ivan Santos e José 
Maria Santana, citam que “no mais, a nossa proposta segue a mesma: mostrar que o prazer à mesa aumenta quando a comida e a bebida se completam.”
A sustentabilidade não é esquecida. Todos parecem estar preocupados com o destino do planeta. A ordem de consumir  produtos de agricultores locais e próximos virou uma bandeira.
Por imposição dos chefes, ofertas de insumos ou até mesmo por estratégias de marketing, os cardápios veem sendo escritos baseados nessas tendências.
A escolha parece ser própria de cada um dos consumidores, mas é impregnada pelas múltiplas informações da globalização e por um bolso mais justo. 

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

TAPIOCARIA TIPITI CAFÉ abre em Recife com um novo conceito SIMPLE FOOD




Chega a Recife em PE uma tapiocaria diferenciada que traz um novo conceito que é o Simple Food associado à alimentação saudável com sabor e será inaugurada em 12 de Agosto de 2015.

A empresária Rebeka Oliveira antes de abrir a casa fez uma pesquisa de mercado e chegou a conclusão que Recife precisava de uma Tapiocaria com alimentação mais saudável com toque sofisticado.

O nome Tipiti vem da ideia e alusão à brasileiridade e a unidade referencial de nossa culinária A MANDIOCA.

A Tapiocaria fica situada na Estrada do encanamento, n. 304. Tel: 81 3040 3004.

Não Percam!!!!

Face: https://www.facebook.com/tapiocariatipiti?pnref=lhc






segunda-feira, 3 de agosto de 2015

PANELA DE CHEF – FEIRA GASTRONÔMICA UMA MISTURA DE GASTRONOMIA, MODA E ARTE.



Aconteceu ontem em Maceió – Al, dia 02 de Agosto, a Panela de Chef idealizada pelas sócias Fabi Mutiis e Waleska Morelatto, a ideia do evento é colocar em evidência a culinária alagoana através do chefs alagoanos com propostas variadas, e também revelar novos talentos. As feiras gastronômicas já são eventos pontuais em outros estados e referencia para atrair turistas que visitam estas diversas regiões do Brasil. Outra tendência é a mistura de gastronomia, moda e arte em um único evento.


Chef Lucas Padilha com bandana by Estilo na Cozinha



Nesta edição estava presente o Petit Marché que é uma tendência inovadora de mercadinho itinerante, e umas das empresas presentes dentro desse projeto estava a Empresa Estilo na Cozinha uma empresa com um novo conceito na área de vestuário moda cozinha apresentando novos modelos, utilizando as tendências de moda e toques de ousadia, o que a diferencia no mercado local. As proprietárias da empresa são Ingrid Abs e Gloriete Abs. “O mundo gastronômico nos traz inspiração para lançarmos novas proposta de moda cozinha no mercado alagoano”, diz a empresária e bibliotecária pesquisadora da empresa Ingrid Abs.






A Panela de Chef continuará todos os domingos durante 3 meses a principio  no estacionamento de um lava jato na orla da pajuçara para que a família alagoana possa desfrutar e ter várias experiências gastronômicas.

Por Ingrid Abs

Blogueira, empresária e bibliotecária no ramo gastronômico.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Estilo na Cozinha estará expondo e vendendo seus produtos na Feira Gastronômica Panela Chef em parceria com a Petit Marché



Sobre a empresa Estilo na Cozinha 



Após análise mercadológica sobre a disponibilidade de vestuário para profissionais de alimentação, as irmãs Ingrid e Gloriete Abs perceberam a necessidade de trabalhar com tecidos mais confortáveis e de qualidade superior. Foi dessa forma que surgiu em 2013 a Estilo na Cozinha, marca especializada em criação de roupas para profissionais da área. A empresa veio com uma proposta diferenciada, com produtos de qualidade e de modelos exclusivos para o seu público.
A marca passou a apresentar novos modelos de vestimentas, utilizando as tendências de moda e toques de ousadia, o que a diferencia no mercado local. O atendimento exclusivo e personalizado faz parte dos serviços prestados por Ingrid, bibliotecária gastronômica, responsável por pesquisas de mercado e das necessidades dos seus clientes, e Gloriete, modelista responsável pela criação, personalização e exclusividade dos produtos.

Com o cuidado na escolha de tecidos diferenciados para que seus usuários se sintam confortáveis no ambiente de trabalho, a empresária Ingrid Abs ressalta que a inovação faz parte dos princípios da marca. A modelista Gloriete Abs desenvolve coleções exclusivas de dólmãs, aventais, bandana e cucas, de acordo com as exigências, necessidades e estilo de cada cliente, conquistando assim, Chefs de cozinha nos mais diferentes estados do país.

Peça exclusiva confeccionada
Famiglia Massas Finas

Instagram: @estilonacozinha
Ingrid Abs
Contato: 82 99148 6470 (Claro + whatsapp)
E-mail: estilonacozinha@gmail.com
 Gloriete Abs

Contato: 82 9 88366097 (OI + whatsapp)



Sobre a Panela de Chef - Feira Gastronômica 




A Panela de Chef é uma feira gastronômica que reunirá chefes de cozinha renomados para produzir pratos gourmets à preço justo, na orla da Ponta Verde. O espaço contará com barracas, Food Trucks e um lounge gourmet ecológico com som ambiente. Um programa ideal para os domingos na capital alagoana.

“Comida de rua já é uma realidade das grandes capitais do mundo. São Paulo tem uma nova feira a cada semana e essa tendência se espalhou por todas as regiões, inclusive no Nordeste. Maceió não poderia ficar de fora, temos aqui um apelo muito forte da gastronomia. Já tivemos feiras esporádicas, mas nesse formato, realizada todos os domingos, será a primeira vez”, afirma Fabiana.

Já confirmaram presença na Panela de Chef nomes como Bodega do Sertão, Bendita Massa, Divina Gula, The Black Beef, Vila Chamusca, Divino Aipim, Operant, Cevada Pura, Helado Monterrey, Açaí Concept, PIkNik, La Marquesa, Juliana Almeida, Simone Muniz com a Casa da Culinária, Rafael Gendiroba com Steak Truck, chef Wanderson Medeiros, entre outros.

Face: https://www.facebook.com/paneladechef?fref=ts



 Sobre o Petit Marché

          Petit Marché é um espaço comercial inovador, com lojas rotativas, que funcionam como um mercado com foco em moda, gastronomia e decoração. São lojas temporárias (“pop-up stores“) que são renovadas a cada edição e  oferecem preços muito atraentes num curto prazo de duração.

Petit Marché é uma mistura de várias manifestações culturais num único local. Tem um pouco de tudo.

Site: http://www.petitmarchemcz.com.br/