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quinta-feira, 13 de abril de 2017

SOBRE INHAME






Por incrível que pareça: feio e cabeludo, o inhaminho é o primo rico da batata. Gostoso, nutritivo, faz tudo que a batata faz, e ainda por cima limpa o sangue, protege contra a malária, dengue, febre amarela e uma porção de coisas que a batata não faz.

Sempre que puder, substitua a batata - inglesa por inhame, cará, batata-doce, inhame-do-norte. Sua saúde vai sair ganhando e a toda família também.

Fonte: Boca Feliz - Sonia Hirsch



Benefícios do Inhame – Para Que Serve e Propriedades



Inhame (Dioscorea spp. L.) é o nome dado a tubérculos nutritivos muito consumidos em todo o Brasil. Mas, antes de apresentarmos os benefícios do inhame, para que serve e propriedades medicinais, é preciso esclarecer algumas questões quanto à sua nomenclatura.
Inhame, taro ou cará?

O “I Congresso de inhame e taro” (2002) estabeleceu que a hortaliça conhecida como inhame no Sudeste, Centro e Sul do Brasil, trata-se na verdade do taro, um rizoma da planta Colocasia esculenta, família Araceae. Já os tubérculos do gênero Dioscorea, anteriormente chamados de carás nesses mesmos locais e inhames no Nordeste, passaram definitivamente a serem designados como inhame.
Em síntese, o inhame é o nome comum do tubérculo de mais de 600 espécies do gênero Dioscorea, família Dioscoriaceae. Vale destacar que dentre todos estes exemplares, apenas 14 são usados como alimento. As espécies de inhame cultivadas em nosso país são oriundas da Ásia e África.
Para que serve o inhame?

O inhame é cultivado em áreas tropicais. No Brasil, a região Nordeste é a maior produtora e também consumidora. Em geral, é um alimento muito consumido na América Latina, em ilhas banhadas pelo oceano Pacífico e no continente asiático. Na África Central, principalmente para os nigerianos, é considerado um item básico da dieta. Os tubérculos também são utilizados para fins medicinais: de algumas espécies, pode-se extrair a diosgenina, um fitoesterol de grande interesse da indústria farmacêutica. Através do método de Merker, a diosgenina é convertida em progesterona, que por sua vez é utilizada na produção de pílulas anticoncepcionais.
Propriedades do inhame

Cada 100 g de inhame cozido fornecem 118 calorias, na sua maioria proveniente de carboidratos, cerca de 28 g. Encontramos também 1,5 g de proteína, 3,9 g de fibras e uma quantidade insignificante de gordura (0,2g). Os tubérculos são uma excelente fonte de fibras solúveis e seus carboidratos são complexos. Eles apresentam um pouco de vitamina A e betacaroteno, quantidades significativas de vitamina C e são ricos em vitaminas do complexo B (tiamina, riboflavina, niacina, ácido pantotênico, piridoxina e ácido fólico). Com relação aos minerais, possuem potássio, ferro, cálcio, fósforo, magnésio e cobre.
Muitas das propriedades medicinais do inhame são decorrentes ação da diosgenina em nosso organismo. Os tubérculos também apresentam uma atividade antioxidante. Vejamos agora quais os benefícios do inhame para a saúde humana.
Saiba mais: http://noticias.r7.com/saude/mundo-boa-forma/6-beneficios-do-inhame-para-que-serve-e-propriedades-03022016

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

A História do Macarrão ( Pasta )


A Palavra "Macarrão" vem do grego "Makària".(Caldo de carne enriquecido por pelotinhas de farinha de trigo e por cereais, cerca de 25 séculos atrás). A palavra "pasta" (massa dos italianos) vem do grego "Pastillos" (Pastillos é citado em seus textos por um poeta, especialista em versos culinários, o grande Horácio). Finalmente, os latinos dos entornos de Cristo já se deliciavam com um prato batizado de "macco" (Caldo de favas e massas de trigo e água.). Seguramente, da reunião dessas influências, aparecem na Ilha da Sicília, cerca de mil anos atrás, o verbo "maccari" (significa esmagar ou achatar com muita força). Assim, na ilha da Sicília o homem civilizado, pela primeira vez na história, aprendeu a fazer os "maccaruni" (Combinações de trigo moidíssimo com água fresca e alguns goles de vinho branco, relíquia de antologia). Tudo isso já ocorria por volta de 1100 e Marco Polo só nasceria em 1254. Portanto a lenda está desmistificada. De que maneira então surgiu a lenda da descoberta do macarrão por Marco Polo na China? Para os pesquisadores o episódio é facílimo de ser explicado. Marco Polo era filho e sobrinho de poderosos comerciantes de Veneza. Aos 17 anos, portanto em 1271, Marco Polo acompanhou o pai e o tio numa expedição ao Oriente . Em 1295 Marco Polo retorna a Veneza e inicia a redação de suas memórias, em livro de aventuras fantasiosas, intitulado "Il Millione". Polo citou em um pequeno parágrafo a sua empolgação por uma planta, O "Sagu", da qual os nativos de Fanfur faziam "Mangiari di Pasta assai e buoni" (Comidas de Massas suficientemente gostosas).  No original do livro de Marco Polo não há a menor referência ao trigo e ao macarrão. Entretanto, tempos depois Giambattista Ramusio, ao editar o livro do mercador de veneza, decidiu em uma de suas partes explicar melhor o que seria a planta do Sagu e no rodapé da página assim a definiu: "Com tal produto se faz uma farinha limpa e trabalhada, que redunda em lasanhas e nas suas variedades, elogiadas e levadas pelo Polo a Veneza em suas malas".  O editor, ao fabricar a "falcatrua" no livro de Marco Polo, desnaturou a sua raiz ancestral. Transformou em chinês um produto que era legitimamente, autenticamente, verdadeiramente italiano.  Ainda há um registro de 1279 de um soldado genovês, Ponzio Bastione, que deixou de herança à sua família uma “cestas de massas” que ele chamou de “macarronis”  e este é o único registro histórico que conhecemos da época de Marco Polo. Conta a história que o navegante Marco Polo depois de passar 17 anos na China, trouxe o macarrão para Veneza, mas essa história não é comprovada e é bastante similar à do soldado genovês descrito logo acima. A versão mais aceita da história é a de que os árabes são os inventores do macarrão. Quando da conquista da Ilha de Sicília no século IX, usavam uma massa seca que eles chamavam de Tejia, devido sua alta durabilidade nas travessias promovidas pelo deserto.  Naquela época, a Sicília era um importante centro do comércio e exportação do macarrão. Dentre as diversas histórias uma coisa é certa: os maiores divulgadores do macarrão em todo o mundo são os italianos, que através dos tempos inventaram mais de 500 variedades de tipos e formatos, como também acrescentaram na receita do macarrão um ingrediente nobre: o grano duro.  Os italianos também promoveram um dos casamentos mais perfeitos da história da culinária: o bom sabor da massa com o delicioso paladar do molho de tomate, fato que mudou para sempre a história do macarrão. A massa seca sem o molho era consumida com as mãos. Com o advento do molho de tomate na massa exigiu-se então a utilização de uma espécie de forquilha, o antecessor do garfo, que acabou revolucionando o modo de como o homem comum se alimenta.  No Brasil, dos 10 pratos mais consumidos, 4 deles são massas italianas, 1º lugar a Lasagna, 3º lugar o Spaghetti, 5º a Pizza e em 7ºlugar o gnocchi, vencendo pratos como a feijoada e o churrasco, não há mais dúvida que as massas e as receitas italianas em si, se encorparam a menu diário das mesas dos brasileiros.
Gravatinha com Atum e Ervilhas ao perfume de Limão Siciliano
Texto e foto do Chef Paulinho Pecora



terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Culinária Rio Grande do Norte


Quibebe
Pela sua localização geográfica privilegiada, o Rio Grande do Norte, às margens do Atlântico, tem uma culinária que se divide entre os produtos da terra e os frutos do mar. Entre as mais variadas comidas que o povo consome há séculos, no interior do Estado estão aquelas que derivam da atividade pecuária: a carne-de-sol, a paçoca, o queijo de manteiga e de coalho, a coalhada, etc. Também é comum as comidas preparadas com produtos da terra como a mandioca, milho verde, coco, etc.

Caranguejada – Caranguejo cozido com leite de coco e todos os temperos.

Carne-de-sol – É uma base da alimentação do Nordeste, insubstituível e indispensável. Onde a mesma recebe os nomes de: Carne do Ceará, Carne do Sertão, Carne Seca e Carne de Vento, dependendo do Estado nordestino e da região.

Cocada – Doce de coco, com açúcar branco ou escuro, consistente, cortada a massa em forma de quadrinhos ou discos. A cocada é uma das gulodices mais antigas e difundidas no Brasil.

Cuscuz – É a massa de milho, pilada, temperada com sal, cozida ao vapor d’água e depois umedecida com leite de coco. Com ou sem açúcar. Era, outrora, de feitura caseira. Atualmente industrializado, é vendido por todo o Brasil. Fazem-no também de mandioca, arroz, macaxeira (aipim) e inhame, contudo o de milho é consumido numa proporção de 95%, cotidianamente com manteiga, figura no café matinal ou na ceia frugal ao anoitecer. Dissolvem-no no leite de vaca, cuscuz com leite, sopinha gostosa e fácil.

Feijão verdee – Servido com farinha de mandioca e/ou manteiga do sertão.

Linguiça do Sertão – Linguiça típica do interior do Nordeste.

Macaxeira – No Norte e no Nordeste, aipi (ou aipim), com variedades (macaxeira-pocoré ou aipim amarelo, no Ceará). Da macaxeira podem ser extraídas bebidas como a caopemacaxeira, consumida ainda por certas tribos do Pará e do Amazonas.

Paçoca – Carne de Sol desfiada, misturada com farinha de mandioca e cebola.

Peixe Frito – Peixe frito em azeite de dendê servido com tapioca.
Queijo de manteiga – É uma tradição das famílias nas pequenas fazendas da região Nordeste. Tem a forma de um retângulo, seu corpo é amarelado e oleoso, com uma textura macia, e tem um gosto ligeiramente salgado.

Tapioca – Espécie de beiju, feito de goma de mandioca meio seca e cozida em uma vasilha rasa e circular, tomando assim a sua forma. Recebe, às vezes, uma certa porção de coco ralado, coberto com uma camada fina da mesma goma, revirada para cozer esta parte, e dobrada ao meio, ficando assim com a feição de um semicírculo. São chamadas de tapiocas de coco.

Entre os ingredientes de preparo da culinária do Rio Grande do Norte, destacam-se:

Farinha – É a camada primitiva, o basalto fundamental na alimentação brasileira. Todos os elementos são posteriores, assentados na imobilidade do uso multicentenário, irredutível, primário, instintivo. É o primeiro conduto alimentar brasileiro, pela extensão e continuidade nacional. Com o beiju e a carimã, consolidam a prestigiosa presença da mandioca, dada por São Tomé / Sumé ou nascida da menina Mani.

Leite de coco – É um dos mais populares condimentos no Brasil, notadamente pelo Nordeste e Norte, excluindo relativamente Pará-Amazonas e suas áreas de influência, onde domina o leite de castanha-do-pará, tocari, nhá, tucuri em papas e mingaus de arroz, de milho, bananas, adubando peixes e mariscos e mesmo carne de caça em forma de molho ou óleo para frigir. Exceto mingaus e papas, o leite de coco participa da mesma serventia, numa extensão da geografia culinária bem maior, indispensável nas praias e regiões de coqueirais e nas cidades para onde é exportado regular e abundantemente.

Entre os frutos do mar, estão os peixes miúdos como: cangulo, sanhoá, biquara, carapeba e os pescados mais nobres como: camarão, lagosta, arabaiana, cioba, cavala, bicuda, garoupa.

Há ainda galinha caipira, caranguejo, galinha à cabidela, frutas regionais como: manga, mamão, abacaxi, banana, caju, cajá, mangaba, maracujá.

Não se pode esquecer dos bolos de carimã e de macaxeira, pé-de-moleque, canjica, pamonha, cuscuz, grude e ginga com tapioca, queijo de coalho e de manteiga.
 
Bolo pé-de-moleque



Fonte: http://www.tudook.com/receitasbrasileiras/culinaria_do_rio_grande_do_norte.html

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Culinária Piauiense - comidas tradicionais

Paçoca Piauiense

CULINÁRIA PIAUIENSE

A culinária piauiense destaca das demais do nordeste. O sabor da nossa comida foi estabelecida pelos indígenas, primeiros povos que habitaram esta terra. Segundo historiadores e relatos de padres que por aqui passaram, naquela época as refeições eram à base de milho, farinha de mandioca, palmito, macaxeira cozida com sal, abóbora, peixes, preás, mel e pimenta da terra. A tipicidade está em permanecer utilizando esses ingredientes em pratos da nossa região, mesmo com o aperfeiçoamento e sofisticação das receitas de hoje. O complemento da culinária piauiense foi implantado mais tarde pelos portugueses e africanos, quando chegaram no Estado. Inegavelmente fomos influenciados,  sem perder nossas características indígenas.
            Com o passar do tempo, o próprio piauiense começou a despertar para os diversos produtos naturais que poderiam ser utilizados em pratos regionais, como é o caso do buriti – fruto de uma palmeira muito comum em alguns municípios do Piauí, o bacuri, a manga, etc.
 a cozinha tradicional piauiense tem  sua peculiaridade, o que difere de outros Estados nordestinos: usamos com muita freqüência a farinha de mandioca para confecção  e complementação  de pratos. Muito comum  atualmente é a farinha d’água. Também é comum o uso de cheiro verde, da cebolinha branca da região de Picos, do corante extraído do urucum e pimenta de cheiro, que pode ser cultivada até em jardins domésticos. As farofas, fritos ( de ovos, torresmos, galinha, capote e caças diversas), o pirão e a paçoca, são portanto, indispensáveis na mesa dos piauienses. Com esses elementos, o piauiense se esbalda em pratos como o batido de carne ou picadinho, onde a carne fresca picadinha é misturada com macaxeira, maxixe, jerimum, abóbora e quiabo,  regado a  muito cheiro verde, manteiga de garrafa e nata. Em outras regiões do Estado, essa mistura acontece sem carne e ganha o acréscimo de folhas, como a da vinagreira e passa a se tornar um prato denominado quibebe ou capiau.
            Uma mania do piauiense é fazer misturas com o arroz: com carne seca de gado, ganhando o nome de Maria Isabel, que também funciona com carne de bode, com capote, galinha caipira e com pato. O arroz com feijão ganha o apelido de Baião de dois, comum em todo o Estado.
No Sul do estado, é bastante comum colorir o arroz com açafrão. Na área sertaneja, é muito comum a mistura de feijão com milho, que deve ter toucinho, pé e orelha de porco, sendo chamado de pintado ou mugunzá. Floriano é uma cidade onde a culinária sofre influencia árabe, sendo uma das poucas cidades nordestinas que se influenciou por estes povos.
            Apesar do uso quase indispensável de carne em pratos da culinária piauiense, os frutos do mar e peixes ganham um lugar especial no paladar dos piauienses e dos turistas. As frigideiras e as caldeiradas de peixe e de camarão, os mexidos de ostra, os camarões e caranguejos refogados, as casquinhas de caranguejos e as peixadas refogadas ao  leite de coco de babaçu, satisfazem qualquer paladar. Vale ressaltar que as receitas de peixe envolvem tanto peixes de água doce como de água salgada.
            Isso sem falar no que podemos fazer com a farinha de mandioca, produto especial por essas bandas. Para se obter a farinha, há um verdadeiro ritual. Isso acontece todos os anos, nos meses de julho e agosto, nas casas de farinhada espalhadas por todo o Piauí. O produto é a mandioca, raiz forte, venenosa, que tudo dela se aproveita. Do caule comprido e cheio de nódulos se faz o replantio ou serve como alimento para o gado, em forma de ração, juntamente com as folhas depois de desidratadas. Depois de descascadas, a mandioca e colocada de molho para que depois seja retirada uma massa branca, a qual irá se transformar em farinha, o ser torrada em forno artesanal. Daí nasce a farinha de mandioca, a goma e a puba, subprodutos da raiz, são muito usados. Da goma se faz o beiju e o bolo, da puba, o mingau e também bolo.
            Em cada canto do Piauí, existe uma receita própria, a carne de sol e o capote são típicos de Campo Maior; o bode assado na brasa concentra-se mais em municípios da região de Picos onde os rebanhos são comuns; a abobrada é típica em Corrente. No caso de Teresina, encontramos Maria Isabel e a paçoca, um tipo de mistura de carne seca e farinha que e temperada à base de cebola branca e pilada num pilão de madeira, muito usado em tribos indígenas e comunidades interioranas.
Somos famosos pelos doces e compotas caseiras. O doce da casca de limão azedo é o mais típico do Piauí. As compotas de goiaba, caju, mangaba, bacuri, buriti, groselha, casca de laranja e muitas outras, compõem o menu de doces da região.
Somos também ricos em frutos que rendem verdadeiros drinques naturais, alcóolicos como os licores ou não, como a cajuína. O Piauí e o maior produtor de caju da região e ganha com isso, a oportunidade de produzir um produto tipicamente nosso, a cajuína. A bebida é conhecida como o típico refrigerante piauiense. No seu  processo de fabricação, passa por etapas curiosas, onde o suco natural do caju é clarificado, em seguida, floculado, filtrado e submetido a uma temperatura de 100.ºC, com um detalhe, em banho-maria.
Segundo pesquisas recentes na área econômica, o Piauí tem potencial para produzir 300 milhões de garrafas de cajuína, causando um turbilhão no mercado de bebidas no Estado, sendo que são utilizados um quilo de caju para a produção de uma garrafa. Nos últimos anos, por incentivo do SEBRAE, muitas comunidades estão sendo treinadas através de cursos para  a fabricação da cajuína e do caju tudo se aproveita. A castanha é industrializada e usada no complemento de bolos, cremes e ate frigideiras salgadas. Quando consumida pura, a vontade é de  não mais parar de comer. Os resíduos, bagaço do caju e casca da castanha, podem ser usados na alimentação de animais e na produção de adubo orgânico. A castanha colhida é vendida no quilo.
  
Comidas Tradicionais:
Abobrada: abóbora com ovos, leite, açúcar e canela.
Angu de milho: feito com farinha de milho, carne fresca batida ou moída e ovos.
Arroz de leite: arroz cozido misturado ao leite.
Arroz doce: arroz cozido misturado ao leite, açúcar, cravo e canela.
Arroz doce: Com leite de coco babaçu.
Arroz misturado com galinha ou capote.
Baião de dois: mistura de arroz e feijão, às vezes com toucinho.
Buchada: vísceras cozidas e costuradas dentro do estômago do animal abatido.
Cabeça de galo: pirão escaldado com ovos.
Cafofa: frito de tripa de criação (carneiro ou bode).
Caldeirada de camarão.
Capiau: picadinho de macaxeira com carne-seca.
Caranguejada.
Carne de Sol: carne de gado retalhada, enxuta pelo sol da manhã e estendida no sereno da noite, assada na brasa com manteiga de nata.
Carneiro ou bode: cozido com leite de coco.
Carneiro ou bode: assado na brasa.
Carneiro ou bode: feito risoto.
Carne seca de gado ou criação: carne retalhada seca no sol e assada na brasa.
Casquinha de caranguejo.
Chá de burro: milho cozido com leite e açúcar, polvilhado com canela.
Coalhada: leite coalhada, servido com raspa de rapadura.
Cozidão: carne com legumes e verduras com muito caldo e pirão.
Escaldada de tapioca: mistura de goma de mandioca com leite fervente.
Feijão de pequi.
Frigideira: ovos batidos, carne moída e mamão verde.
Frito: capote, galinha ou outra carne frita e misturada com farinha de mandioca.
Galinha caipira ou capote: cozido e preparado ao molho pardo.
Guisado de carne de porco.
Mão de vaca: ossos dos pés e mãos, unhas e nervos de gado, cozido com muito caldo.
Maria Isabel: risoto de carne de sol, picada com arroz.
Maxixada: maxixe com carne seca.
Mingau de puba.
Mugunzá: milho cozido com pé de porco, toucinho e lingüiça.
Palmito de babaçu com carne picada.
Panelada: feita com as tripas e demais partes do intestino do caprino, além das unhas.
Peixe cozido: com leite de coco e pirão de farinha.
Peixe frito: feito no óleo de babaçu.
Pintado: mistura de milho com feijão, cozidos com pé de porco e toucinho.
Pirão: ossada de boi e caldo fervente, misturado com farinha de mandioca.
Quibebe mole: carne seca picada e misturada com jerimum, abóbora ou batata.
Requeijão: tipo de queijo do sertão, feito com coalhada escorrida e manteiga.
Sarapatel: feito com sangue e vísceras de criação ou de porco.


Fonte: Revista Virtual Partes

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

História do morango e suas vitaminas

O morango, tem a sua parte carnuda comestível que é o receptáculo acrescente, sendo os frutos constituídos por pequenos aquénios que se formam sobre aquele. O morangueiro é uma planta perene, que emite estolhos, sobre os quais se formam rosetas de folhas, que enraízam produzindo novas plantas.
Das várias espécies de morangueiro temos o morangueiro selvagem, Fragaría vesca L., que é espontâneo em bosques e prados húmidos de todas as regiões temperadas do hemisfério norte, encontrando-se também nas regiões elevadas da América do Sul; outra espécie, a Fragaría moschata Duchesne, aparece também na Europa e na Sibéria. Apesar de terem sido cultivadas durante séculos, não melhoraram muito quanto ao tamanho e sabor dos seus frutos.
Os morangueiros que conhecemos actualmente, de frutos grandes, Fragaría x ananassa Duchesne, derivam de plantas americanas, a Fragaría virginiana Duchesne, que cresce na vertente atlântica da América do Norte, introduzida na primeira metade do século xvii, e a Fragaría chiloensis Duchesne, da costa pacífica da América, introduzida em 1712 por Frézier, através de hibridação e cruzamento retrógrado. Estas duas espécies, que no seu país de origem tinham estado separadas por cadeias de montanhas, quando se cruzaram, na Europa, produziram plantas que combinavam as características dos dois progenitores.
Hoje em dia podem escalonar-se variedades, de modo a ter morangos durante cinco ou seis meses. Essencialmente são um fruto de mesa, mas também se enlatam, se congelam e se empregam para fazer compotas. Esta cultura tem conhecido um grande desenvolvimento em Portugal, em face das boas condições naturais que aqui se verificam. Pode ser produzido na generalidade das regiões, condicionado pelo tipo de solos, sendo os mais apropriados os de textura ligeira, permeáveis e de consistência média.
As maiores áreas de produção são o Algarve e o Ribatejo, sendo a área nacional de 900 ha, com uma produção de 17 000 t/ano. Chandler, Douglas e Gorella são algumas das cultivares usadas.


Fragaria vesca L
Nome: Morangueiro
Origem: Europa
Planta rasteira de pequeno porte.
Folhas compostas por 3 folíolos.
Flores brancas ou róseas.
Frutos pequenos, agrupados em uma haste carnosa, de coloração vermelha quando maduros.
Os pequenos pontos pretos e duros são na verdade os frutos do morangueiro, conhecidos popularmente como sementes.
Frutifica de abril a agosto.


Quantidade por Porção % VD (*)
Valor Energético 25,5 Kcal = 106,9 Kj 1
Carboidratos 4,7 g 2
Proteínas 0,7 g 1
Gorduras Totais 0,4 g 1
Gorduras Satur. 0,0 g 0
Gorduras Trans. 0,0 g 0
Fibra Alimentar nd 0
Cálcio 14,7 mg 1
Ferro 6,0 mg 43
Sódio nd 0
Fósforo 14,7 mg 2
Vitamina A nd 0
Vitamina B1 nd 0
Vitamina B2 nd 0
Niacina nd 0
Vitamina C nd 0
Valores Diários com base em uma dieta de 2.500 Kcal ou 8.400 Kj seus valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.
*ND = Não Disponivel
Fonte: www.polifruta.com.br

Meus caros leitores o que acham das informações contidas no poster? Vocês tinham conhecimento?

Fonte: Tudo sobre plantas / Portal São Francisco

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

História do feijão

Existem diversas hipóteses para explicar a origem e domesticação do feijoeiro. Tipos selvagens, similares a variedades criolas simpátricas, encontrados no México e a existência de tipos domesticados, datados de cerca de 7.000 a.C., na Mesoamérica, suportam a hipótese de que o feijoeiro teria sido domesticado na Mesoamérica e disseminado, posteriormente, na América do Sul.        Por outro lado, achados arqueológicos mais antigos, cerca de 10.000 a.C., de feijões domesticados na América do Sul (sítio de Guitarrero, no Peru) são indícios de que o feijoeiro teria sido domesticado na América do Sul e transportado para a América do Norte.  Dados mais recentes, com base em padrões eletroforéticos de faseolina, sugerem a existência de três centros primários de diversidade genética, tanto para espécies silvestres como cultivadas: o mesoamericano, que se estende desde o sudeste dos Estados Unidos até o Panamá, tendo como zonas principais o México e a Guatemala; o sul dos Andes, que abrange desde o norte do Peru até as províncias do noroeste da Argentina; e o norte dos Andes, que abrange desde a Colômbia e Venezuela até o norte do Peru. Além destes três centros americanos primários, podem ser identificados vários outros centros secundários em algumas regiões da Europa, Ásia e África, onde foram introduzidos genótipos americanos.
Os feijões estão entre os alimentos mais antigos, remontando aos primeiros registros da história da humanidade. Eram cultivados no antigo Egito e na Grécia, sendo, também, cultuados como símbolo da vida. Os antigos romanos usavam extensivamente feijões nas suas festas gastronômicas, utilizando-os até mesmo como pagamento de apostas. Foram encontradas referências aos feijões na Idade do Bronze, na Suíça, e entre os hebraicos, cerca de 1.000 a.C. As ruínas da antiga Tróia revelam evidências de que os feijões eram o prato favorito dos robustos guerreiros troianos. A maioria dos historiadores atribui a disseminação dos feijões no mundo em decorrência das guerras, uma vez que esse alimento fazia parte essencial da dieta dos guerreiros em marcha. Os grandes exploradores ajudaram a difundir o uso e o cultivo de feijão para as mais remotas regiões do planeta.  Brasil é o maior produtor do feijão comum (Phaseolus vulgaris). A importância dessa produção, deve-se a que o feijão, além de se constituir um dos alimentos básicos da população brasileira é um dos principais produtos fornecedores de proteína na dieta alimentar, principalmente dos economicamente menos favorecidos. O brasileiro consome cerca de 16 kg de feijão por ano, existindo preferências de cor, tipo de grão e qualidade culinária em algumas regiões do País. 

Fonte: Mercado do feijão