Mostrando postagens com marcador cultura gastronomica. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador cultura gastronomica. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

VISITA GASTRONÔMICA NA ALDEIA INDÍGENA WASSU COCAU – JOAQUIM GOMES (AL)

Povo Wassu Cocal - fonte: youtube

Na pesquisa gastronômica sob a orientação da professora Kelly, a bibliotecária gastronômica Ingrid Abs e culinarista Manoel Ângelo tiveram pesquisando in loco sobre os hábitos daquela comunidade, algumas informações foram colhidas sobre a alimentação e as ervas cultivadas pela comunidade indígena. Também visitamos a casa de farinha que fica situada no próprio local.


Palestrantes liga: Dalton, Carlos, Thais
Pesquisadores gastronômicos: Ingrid e Manoel

 Café da manhã

Macaxeira, quarenta, beiju.

  Almoço

Capivara, Tatu com banana verde, macaxeira com língua de boi, Jaca verde cozinhada com galinha de capoeira e Relado de pimenta com coentão (molho que serve de acompanhamento).

   Peixes na linguagem indígena

Carito, Chira, Acari e Jundiá.

  Frutas cultivadas na região

Seriguela, Jaca, banana, caju, Ingá, manda, mamão, pitanga, pitomba, Araçá e brinco de viúva.

Ervas

Capim santo, Erva cidrera, Anador, Manjericão, Coentão, Terramicina, Pião roxo, Pratudo, Hortelã miúda, Hortelã grossa, hortelã de santa bárbara e erva doce.

As informações foram relatadas pela moradora do local – Sirlaine.

Fotos comunidade indígena Wassu Cocal - AL



Algumas ervas

"Cultura viva e pulsante, mas que precisa ser estudada e registrada para que a memória dos nossos primeiros habitantes não seja perdida". Bibliotecária gastronômica Ingrid Abs.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Um pouco sobre o livro: COMIDA, MULHERES E MEMÓRIAS - TERÉNA







O livro foi escrito em prol da memória culinária de mulheres Térena registrando algumas receitas do dia a dia da cozinha Térena. O livro foi constituído a partir do Projeto de Pesquisa "Semeando e colhendo saberes Teréna", desenvolvido pelo grupo de estudos e pesquisas em Populações Indígenas, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, na terra indígena Buriti. O livro reúne receita de 15 mulheres indígenas residentes nas Aldeias Buriti, Água Azul, Barreirinho e Lagoinha.

O resgate das memórias culinárias foram contadas pelas mulheres idosas da Terra Buriti, representando um fonte onde o passado é guardado como um tesouro do grupo. No trabalho realizado pelas autoras Dulce Lopes Barboza Ribas, Lilian Yatiyo Nakagawa, Magda Moraes e Patrícia Helney puderam ver o cozimento em lindo fogões à lenha. Tábuas, colheres de pau, pilão, apás, cabaças, cuités, cestos de palhas e ralos preparados pelos maridos e filhos e vários outros utensílios que fazem parte da história indígenas.







Vale salientar a importância de resgate cultural culinária, pois, é a partir desses registros que poderemos conhecer nossa história do passado, presente e futuro. 

Nesse trecho relata cientificamente o pequeno relato acima:



"Um alimento pode evocar a memória e despertar lembranças de um momento outrora vivido. Este conhecimento, se não registrado, pode se perder, com isso gerações futuras não terão oportunidade de conhecer este passado. É importante a preservação deste saber fazer, a manutenção e transmissão continuada do conhecimento adquirido pelos povos, pois assim fortalece a identidade, a cultura e as práticas de seu patrimônio cultural material e imaterial (GIUSTINA; SELAU, 2009, p.49).






segunda-feira, 15 de junho de 2015

Chef Helen Braz e a cultura dos caldos


Créditos: Karla Conte Cardoso



Helen Braz é Chef de Cozinha e Personal chef, faz eventos e comercializa caldo e comida congelada. É natural de Goiânia e independente de está frio ou não tem a cultura de tomar caldo.

Em Campo Grande – MS segundo a chef existem poucas opções de caldos e teve a ideia de produzir e vender os caldos congelados, pensando no consumidor que gosta desta culinária dos caldos.

Comercializa oito sabores de caldos congelados caldo verde, caldo de feijão, caldo de carne seca com cabotia, caldo pantaneiro, caldo de frango com milho, caldo de legumes, caldo de legumes com frango e minestrone de carne.

O caldo Pantaneiro  sem dúvida, é o mais pedido. Ele é uma deliciosa mistura de 2 ingredientes muito usados na culinária sulmatogrossense a mandioca e a carne soleada, com bacon.  A carne soleada é uma carne que só se encontra aqui no MS e a que a chef usa é  produção dela. Usa o sal boiadeiro para passar na carne, o que dá um sabor diferenciado e coloca numa caixa telada para serenar uma noite e secar no sol no dia posterior.

“É uma delícia, quem prova nunca esquece”!!!!!!!!!!

A chef Helen Braz irá nos contar o segredinho dela, a sua receita de caldo pantaneiro. Irão se deliciar e nunca esquecerão esse sabor único. Fora que é também uma ótima opção de reaproveitamento daquela carne e a mandioca que restou do churrasco, um pouquinho diferente do caldo tradicional mas muito delicioso também.


O caldo pantaneiro é uma receita típica de Ribas do Rio Pardo MS, e a chef fez algumas adaptações e o resultado vale a pena conferir.






Caldo Pantaneiro



Foto: da chef






Ingredientes:

1 kg de mandioca descascada

500 g de carne soleada desfiada 

300g de bacon brunoise - (cortada em cubos pequenos)

250g de cebola brunoise - 
(cortada em cubos pequenos)

35g de alho amassados

2 litros de mirepoix de carne soleada

Cheiro verde quanto baste

Molho de pimenta quanto baste


Modo de preparo


Carne soleada desfiada. Coloque a carne numa panela de pressão e acrescente 1 litro de água, depois de pegar a pressão deixe 15 minutos e desligue 
.
Reserve o caldo, retire a carne e desfie.

Mirepoix de carne

Caldo da carne soleada, 2 talos de salsão, 2 cenouras médias, 4 cebolas, 2 cravos, 2 folhas de louro e 5 litros de água.

Ferva até que esse caldo reduza para 2 litros, coe e reserve.

Cozinhe a mandioca com sal e bata no liquidificador com o a água que a cozinhou até fazer um creme. Frite o bacon, retire e escorra em papel toalha.  Reserve a gordura do bacon, coloque numa panela grande e frite a cebola e o alho, acrescente a carne soleada desfiada e frite um pouquinho. Misture todos os outros ingredientes menos o cheiro verde e a pimenta, deixe ferver e desligue o fogo.


Prove e caso necessário acrescente mais sal.

O cheiro verde e a pimenta são opções e aqueles que gostam servem.

Dica :

Forre os bowls (tigelas)  com mussarela e coloque o caldo !
Sirva com torradas.

Hummmmm fica delicioso !


Helen Braz
(67)3306-7060
(67)9284-1515
(67)9942-7444

domingo, 31 de maio de 2015

Um Chef Brasileiro nos EUA - Anselmo Vicentini


Hoje  a matéria será um pouco diferente, sempre fui admiradora dos cozinheiros que resgatam  e que disseminam a cultura aonde quer que vá. Contarei um pouco da história de um chef que está residindo nos EUA e disseminando a culinária brasileira, e tem me relatado experiências gastronômicas. O Chef Anselmo tem cozinhado para os americanos e que todos que degustam da culinária brasileira ficam encantados. A culinária no Brasil é muito rica e não tem como as pessoas não se apaixonarem pelos sabores e cores do Brasil. 


"Atualmente o chef Anselmo mora em Livingston - New Jersey, que está aos poucos implementando a "cultura gastronômica BRASILEIRA" entre os americanos e a aceitação está sendo sensacional. Ele, o Chef, está tentando participar de uma feira gastronômica regional na cidade para mostrar um pouco mais da nossa culinária".







Feijoada


Feijoada


Paella Mineira

A feijoada foi preparada para a família de americanos, e a paella mineira para 2 casais de americanos.

Então neste espaço dissemino a cultura gastronômica e é necessário registrar e transmitir cultura.


Até a próxima.


Ingrid Abs  - bibliotecária gastronômica.




quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

INSTITUTO DA GASTRONOMIA REGIONAL/ RS



Muitos Chefs, Cozinheiros, professores e demais profissionais ligados a área de alimentos e bebidas reuniram-se pela segunda vez e deliberaram pela continuidade das ações desenvolvidas pelo GT de Gastronomia e pela organização de uma entidade que una todos os setores que compartilharam dessa experiência de 2011 a 2014. 


Foi apresentado as bases de uma carta de fundação da entidade, onde estão os seguintes eixos que nortearão os projetos a serem desenvolvidos:


• continuidade da Pesquisa sobre os saberes e fazeres tradicionais do Estado e dos seus produtos.
• Valorização dos produtos locais.
• Incentivar pesquisas e projetos acerca do uso da nossa Biodiversidade pela Gastronomia.
• Trabalhar pela aproximação cada vez maior entre Cozinheiros e produtores do RS.

Foi criada uma " Comissão de Fundação " formada por 15 profissionais de diferentes setores , que reunirão na próxima segunda para dar início ao processo legal de criação da entidade e ao necessário planejamento das ações . 



Fonte: https://www.facebook.com/jussara.dutra.56

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Gastrotinga X Expotinga do chef do sertão Timoteo Domingos




O chef do Sertão Timoteo Domingos lança o projeto "Gastrotinga" ( redescobrindo a culinária do sertão), com o intuito de valorizar a cultura sertaneja, cujo objetivo é mostrar os mais inusitados ingredientes típicos da região do sertão, como por exemplo, cactos, algaroba, umbuzeiro e etc.

"Este projeto irá mostrar através da gastronomia a força desse povo que sofre durante os períodos de estiagem, e quando vêem a chuva cair se emocionam. Se emocionam porque sabe o verdadeiro valor de cada gota de água que cai sobre a terra seca é rachada, povo que considero o mais rico do Brasil em termos culturais".






Em paralelo ao Gastrotinga, o chef do sertão está organizando para 2015 o Expotinga, que será a "Maior exposição de Cultura e Gastronomia da Caatinga do Brasil"
A cidade de Canindé do São Francisco-SE receberá a I expotinga, que contará com a presença de chefs da capital Alagoana, da capital Sergipana e de todo o sertão, promovendo o turismo, a cultura e a valorização da cultura gastronômica do sertão nordestino.

Brigadeiro do Sertão 

Beiço de moça com vagem de algaroba







domingo, 7 de dezembro de 2014

GASTRÔCULTURA: A Gastronomia é uma Ação Cultural




A culinária ao longo do tempo passou por diversas transformações e então necessário identificar, documentar, investigar, preservar, proteger, promover, valorizar e transmitir a cultura.   E o registro permite a continuidade de suas transformações históricas de uma geração para outra.
 


As cozinhas estão em permanentes transformações. As culturas alimentares, sejam quais forem os tempos e espaços, estão postas em situações de confrontos que podem levar a certas rupturas, diante da implementação de novas técnicas, de novas formas de consumo, da introdução de novos produtos e do encontro e fusão dos mesmos, a partir da inovação e da criatividade. Estas novas transformações da cozinha acabam sendo absorvidas ou “digeridas” pela tradição, que em patamares seguintes cria novos modelos, adaptadas aos modelos convencionais precedentes. Nesse sentido, a ruptura ao provocar certa revolução culinária traz em seu bojo os traços de novo modelo de transição, ainda que marcados pelo convencional e pelo tradicional. (Carlos Roberto Antunes dos Santos)




A Gastronomia é uma Ação Cultural que resgata, registra e cria costumes, hábitos e aptidões humanas.

MOVIMENTO PARA O FORTALECIMENTO DA GASTRONOMIA BRASILEIRA COMO INSTRUMENTO DE RESGATE, REGISTRO E CRIAÇÃO DE AÇÕES CULTURAIS.
Participe desse movimento!



VAMOS CURTIR A PÁGINA E DISSEMINAR A CULTURA GASTRONÔMICA.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Gastronomia Brasileira - cultura das regiões brasileiras

Ao longo de mais de 500 anos de história, a culinária brasileira é resultante de uma grande mistura de tradições, ingredientes e alimentos que foram introduzidos não só pela população nativa indígena como por todas as correntes de imigração que ocorreram no período. Cada região do país tem sua peculiaridade gastronômica e sua culinária adaptada ao clima e à geografia. Além disso, o próprio descobrimento do Brasil remete à culinária, já que as caravelas portuguesas desembarcaram aqui em 1500 enquanto navegavam em busca das Índias e suas especiarias. Devido às diferenças de clima, relevo, tipo de solo e de vegetação, e povos habitando uma mesma região, é muito difícil estabelecer um prato típico brasileiro. A unanimidade nacional é, talvez, o arroz e o feijão, cujo preparo varia conforme a região. No entanto, a mistura de dois ingredientes tão comuns na mesa do brasileiro, apesar de característica, ainda não é suficiente para resumir toda a complexidade e a riqueza da culinária nacional.

Região Norte


Influências: A forte presença indígena mesclada com a imigração européia diferencia a gastronomia do Norte de qualquer outra encontrada no país. É considerada por muitos o maior exemplo de culinária tipicamente nacional. Apesar de suas raízes amazônicas, a cozinha regional sofreu influência forte de imigrantes portugueses, logo no início da colonização. Depois, com o ciclo da borracha, outros povos chegaram e deixaram seus traços na culinária, como é o caso de libaneses, japoneses, italianos e até mesmo os próprios nordestinos que migraram para a região nesse mesmo período.

Principais ingredientes: mandioca, cupuaçu, açaí, pirarucu, urucum (açafrão brasileiro), jambu, guaraná, tucunaré, castanha do Pará.
Pratos típicos: Pato no Tucupi, Caruru, Tacacá, Maniçoba.


Região Nordeste


Influências: A diversidade climática (tropical na costa e semi-árido no interior) tem reflexos diretos na culinária nordestina. Desde o litoral de Pernambuco até o da Bahia, a presença africana se nota mais forte devido aos resquícios da escravidão durante o ciclo da cana. Já em Alagoas, os frutos do mar são mais recorrentes devido às suas diversas lagoas costeiras. No Maranhão, a influência portuguesa é ainda mais forte que nos demais estados da região, e o consumo de temperos picantes, muito comum no litoral, é menor. No sertão nordestino, o próprio clima favorece o consumo de carnes, sobretudo a carne-de-sol e os pratos feitos com raízes. A culinária das comemorações juninas também é típica do interior.

Principais ingredientes: Azeite de dendê, mandioca, leite de coco, gengibre, milho, graviola, camarão, caranguejo.
Pratos típicos: Acarajé, vatapá, caranguejada, buchada, paçoca, tapioca, sarapatel, cuscuz, cocada.


Região Centro-Oeste


Influências: A culinária da região é altamente influenciada pela pecuária, uma das principais atividades econômicas do território, daí a grande preferência da população do Centro-Oeste por carnes bovina, caprina e suína. Os ciclos de imigração também trouxeram a culinária africana, portuguesa, italiana e síria. E a forte presença indígena liderou a preferência regional por raízes. Ao norte do estado, a proximidade com o Pará refletiu diretamente no preparo de alguns pratos, principalmente os que são feitos com carne-de-sol e pequi. O Mato Grosso do Sul, no entanto, sofreu forte influência da culinária latino-americana, sobretudo nos ensopados de peixe. Devido à diversidade da fauna pantaneira, carnes exóticas e peixes típicos da região, como o Pacu, o Pintado e o Dourado também fazem parte do cardápio local.

Principais ingredientes: Pequi, mandioca, carne seca, erva-mate, milho
Pratos típicos: Arroz com pequi, picadinho com quiabo, sopa paraguaia, empadão goiano, caldo de piranha, vaca atolada.


Região Sudeste


Influências: Até o século XIX, a cozinha do Sudeste era essencialmente influenciada pelas origens portuguesas, indígenas e africanas. Alimentos simples, como raízes, carnes, grãos e vegetais foram disseminados por todo o território do Sudeste, o que fez com que a gastronomia de cada estado se tornasse bastante similar em ingredientes e no preparo dos alimentos. A exceção é a culinária capixaba que, por sua proximidade com o Nordeste e grande área litorânea, tem uma forte presença de peixes e frutos do mar nos pratos do dia-a-dia. Após a chegada de imigrantes japoneses, libaneses, sírios, italianos e espanhóis, a diversidade gastronômica, sobretudo em São Paulo, aumentou. No estado, a culinária internacional mais integrada com a culinária típica paulista é a italiana.

Principais ingredientes: arroz, feijão, ovo, carnes, massas, palmito, mandioca, banana, batatas, polvilho
Pratos típicos: Tutu de feijão, virado à paulista, moqueca capixaba, feijoada, picadinho paulista, pão de queijo.


Região Sul


Influências: A mistura étnica ocorrida na região Sul resultou em uma culinária completamente diferente do resto do país, com a presença ainda mais forte da cozinha italiana, alemã, além das já presentes portuguesa e espanhola. O churrasco, principal prato do Rio Grande do Sul, resultou de um fato histórico. Para catequizar os índios da região na época da colonização, os padres jesuítas introduziram a criação de gado e deixaram o rebanho sob a responsabilidade dos nativos. Com a chegada dos tropeiros paulistas e mineiros, que escravizaram os índios, o gado permaneceu solto pelos campos e se espalhou pelo sul do território, pois não havia predadores. Daí a abundância de pastos e a tradição do churrasco gaúcho. Com a chegada dos italianos, as massas, a polenta e o frango foram integradas ao hábito alimentar regional. Já a influência alemã, ficou restrita às colônias no interior do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. O Paraná, apesar da forte influência italiana, conta com uma presença também significativa da culinária indígena, sobretudo com raízes e grãos.

Principais ingredientes: carne bovina e ovina, farinha de milho, erva-mate
Pratos típicos: Barreado, churrasco, galeto, sopa de capeletti, arroz carreteiro, sopa catarinense

Fonte: http://gastronomianobrasil.com.br/gastronomia-brasileira-cultura-nacional/

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Fazenda Carnaúba em Taperoá - PB e sua produção de queijos

          A Fazenda Carnaúba em Taperoá - PB é considerada modelo pela postura adotada em relação ao clima semi-árido do interior nordestino e conseguiram com muita competência valorizar aquilo que a natureza local oferece. Em 2013 no XI encontro nordestino do Setor venceram o concurso com destaque especial para o Queijo de Leite de Cabra.


Vamos valoriza a cultura nordestina.


Valorizando a nossa cultura vamos a qualquer lugar do país ou fora dele.




É necessário registrarmos essa cultura que está em vários lugares do Brasil, então esperamos que degustem com os olhos e boa leitura, pois, posso afirmar que os queijos são maravilhosos.

Contato da fazenda: grupiara@hotmail.com







sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Caldos de Peixes e de Carne do Norte e da Amazônia

           É de costume servirem-se os pratos de peixes com uma vasilha de caldo sobressalente temperado com outros estimulantes, como sejam pimenta queimosa, limão, sal, alho, cheiro-verde cortadinho, para aumentar o apetite.


Caldo de Carnes - Os cozidos de carnes bovinas, de carneiro, de porco, de animais de caça, de aves, costumam ser seguidos de vasilhas com uma quantidade de caldo, da mesma panela, porém, mais temperados, com cebola picada, alho, cominho, cebolinho, para dar um gosto mais acentuado ao prato servido. Isto não obsta que seja tomado o caldo sem estes outros temperos, como queiram. 


Pirão Escaldado - Do próprio caldo quente, retira-se a quantidade necessária, meio gordurosa, em vasilha adequada, no qual se pões farinha seca ou d'água (escolhida), mexendo-se até ficar ligado; da mesma forma se procede com o pirão ou  farofa, quando se menos molhado, para ser colido com carnes fritas, assadas de espeto, ou de grelha, na brasa, à maneira dos churrascos; nesse caso; juntando-se cebola picada, cheiro-verde, tomate e alho.


Angu - É preparado para  cozidos de carnes, peixes, com farinha - seca ou d'água (branca), ou farinha de milho (fubá), ficando meio denso, sem a consistência de pirão; por isso é mais delicado; figura quase sempre nos cardápios dos restaurantes, complementando alguns pratos: "peixe cozido com angu", e outros mais.


OBS: As fotos são ilustrativas, não contém no livro.

Fonte: Antologia da Alimentação do Brasil do autor Câmara Cascudo.